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Saber ouvir o colaborador mantém equipe motivada

15 abr 2015

Motivação é um dos diferenciais das empresas que continuam crescendo e driblando o sobe e desce da economia em tempos de crise. Várias pesquisas confirmam que um bom aumento salarial pode gerar satisfação, mas não serve como único fator motivador. Antes do dinheiro vêm o desejo de obter reconhecimento e valorização, um ambiente saudável e a boa comunicação.

Sabendo por onde começar, fica mais fácil envolver os colaboradores e estimular a equipe a dar o seu melhor.

Algumas empresas estabelecem essas vantagens como valores, acompanham o desenvolvimento dos colaboradores e ajustam o ambiente às necessidades. É o caso de uma empresa do setor detecnologia da informação de Maringá, eleita por dois anos consecutivos como uma das 100 melhores do segmento para trabalhar, segundo pesquisa do Great Place to Work e da Revista Época. O grupo estabeleceu como valores fundamentais o comprometimento, o respeito, a sustentabilidade e a transparência - transmitidas a cada colaborador desde a contratação. "Nós só contratamos pessoas que se enquadram em nossa cultura organizacional. Essa avaliação é realizada por meio de testes psicológicos e comportamentais que atestam se o candidato se encaixa em nossa filosofia. Essa forma de contratação têm sido um sucesso para o equilíbrio tanto emocional quanto pessoal de nossos colaboradores", afirma o gestor de Recursos Humanos e Educação Corporativa da organização, Marcelo Curbete.

O resultado é uma equipe de alta performance e um ambiente de trabalho harmonioso. Curbete destaca que esses parâmetros incentivam o progresso individual por meio da autonomia, e esse crescimento se reflete em toda a equipe. "Com o tempo e treinamento, o colaborador fica mais preparado e alcança gradativamente mais segurança em seu trabalho. Em troca ele ganha mais autonomia, e esse é um fator motivador que aumenta a confiança do colaborador em si mesmo e dos outros em relação a ele. Essa confiança é algo que os melhores profissionais buscam, e é também a postura que mais incentivamos aqui na Benner."

Outro ponto positivo na experiência da empresa é adotar uma postura de total transparência e estimular a comunicação interna. Assim, todos sabem quais atividades estão em desenvolvimento, o que precisa ser feito e qual é o prazo disponível. Na avaliação do gestor de RH, a transparência e a confiança incentivam uma postura mais assertiva e produtiva de toda a equipe. A resposta aparece nos indicadores positivos. A empresa tem certificação internacional CMMI 3 (maturidade no desenvolvimento de software) e faz um acompanhamento mensal (individual e coletivo). Os resultados são divulgados em TVs instaladas no ambiente de trabalho e as informações atualizadas em tempo real, assim todos têm acesso aos dados e podem ajudar uns aos outros.

Mais atenção ao outro

O sucesso da Benner mostra que nem sempre são as comissões e prêmios que elevam a autoestima dos colaboradores. A consultora de desenvolvimento humano Jane Eyre Colombo afirma que a motivação é intrínseca, mas realmente precisa de estímulo. "O gestor sozinho não motiva ninguém. É um erro recorrente as empresas quererem motivar os colaboradores apenas com ações pontuais, como festa para aniversariantes; escolha do colaborador do mês e similares.

Essas são ações importantes, desde que estejam acompanhadas de um bom clima de trabalho", enfatiza.
A consultora destaca a necessidade de oferecer condições físicas e infraestrutura adequadas, possibilidades de desenvolvimento e ações de reconhecimento pelo esforço, isso sem esquecer que é preciso estimular um relacionamento equilibrado entre pares e superiores. Em geral as empresas não têm problemas de motivação, mas de gestão de pessoas. O que realmente funciona é fazer um diagnóstico adequado das causas da falta de motivação e investir em soluções com efeitos imediatos e permanentes, como treinamento, acompanhamento, entre outras ações de desenvolvimento dos colaboradores e gestores.

 É possível reverter o quadro ruim

O proprietário de uma empresa da região solicitou um treinamento para a equipe quando percebeu uma séria perda de motivação. A queixa desse empresário era que a energia estava baixa, as vendas caíram e vários erros atrapalhavam os processos internos, gerando retrabalho. A consultora Jane Eyre Colombo da Cruz decidiu fazer um diagnóstico prévio e começou estabelecendo uma forma de descobrir as razões da mudança de comportamento. Ela ouviu todos os colaboradores em sigilo, então viu que os problemas apontados pelo cliente eram apenas sintomas.

A saída de um supervisor de vendas meses antes foi o estopim do processo de queda de motivação. O empresário promoveu o melhor vendedor para supervisão, mas não perguntou se esse colaborador gostaria do novo cargo. O vendedor não conseguia se adaptar à nova função mais burocrática, logo, não conseguia dar o suporte técnico que a equipe precisava. Ainda que os colegas tivessem simpatia por ele e não quisessem prejudicá-lo, as condições de trabalho não favoreciam boas negociações.

No mesmo período o empresário cedeu lugar ao filho, jovem e recém-formado, na gestão da empresa, mas os funcionários mais antigos estavam com dificuldade em aceitar decisões que, por experiência, sabiam que não levariam aos resultados esperados.

Então, em lugar do treinamento, Jane propôs uma capacitação em gestão para o herdeiro, a contratação de um novo gestor comercial com experiência na função e a recolocação do supervisor no cargo de vendedor. Uma oficina sobre a importância da assertividade para todos os colaboradores deu novo direcionamento e a empresa retomou o ritmo de crescimento.

Portas abertas e integração

No Hospital e Banco de Olhos de Maringá Hoftalmar, as portas do departamento de Recursos Humanos estão sempre abertas, proximidade fundamental para a saúde emocional da equipe, conforme Patrícia Castro, gestora do setor. Ela afirma que muitas vezes uma simples conversa diminui a ansiedade do indivíduo e traz soluções para situações adversas. Minimizados os conflitos e com um canal de comunicação sempre aberto, a empresa mantém a equipe motivada e o padrão de atendimento desejado. "Acreditamos que o envolvimento de todos é o segredo do sucesso. No quadro de funcionários há pessoas com vasta experiência nos procedimentos internos, esses são os responsáveis por passar adiante a política da empresa. Assim mostramos a quem chega a confiança que temos na equipe, a integração é completa e isso é um fator motivador para os funcionários."
A consultora Jane Eyre Colombo da Cruz destaca que ao escolher os canais de comunicação deve-se respeitar a cultura da empresa. Naquelas de vocação tecnológica emails, redes sociais e aplicativos podem ser meios eficientes, entretanto em empresas com perfil mais operacional, como as indústrias, afixar cartazes perto do local onde os colaboradores batem o ponto é uma opção mais prática.

Em resumo, em se tratando de comunicação, quanto mais clara for a informação e mais assertivo o modo de transmiti-la, melhor será a resposta da equipe. "O gestor que está aberto a ouvir é flexível para aceitar as próprias limitações e disposto a mudar, E tem tudo para encontrar meios de motivar a equipe", acrescenta.

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